Qui 20 Ago 2009

E de repente, autoral!

por Equipe Rockwave

Me lembro ainda nas minhas primeiras conversas com o vocalista do Men At Work e meu amigo, Colin Hay, onde eu falava sobre a vontade de ter uma banda. Ele era incisivo em sempre me diz “Play your songs” (toque suas músicas).

Pra ele isso é fácil dizer, mas pra quem está começando, é bastante difícil, mesmo porque não havia as músicas próprias boas ou suficientes para se formar um repertório.

Então você tem que entrar na verdadeira ‘Escola do Rock’ que, como já sugere o filme do Jack Black, é tocar covers de bandas famosas.

E isso é muito bom, alguns dizer ser “a maneira de aprender a tocar”. Enquanto você vai usurpando da obra intelectual de outros artistas, amadurecendo sua performance e compondo suas próprias músicas, acaba popularizando um pouco mais a sua banda e o pessoal já sabe até ‘aquela’ que fica quase melhor com a sua banda tocando do que o original.

De repente você percebe que há um vazio, por mais que todos pirem durante o show, na hora de desmontar o equipamento, parece que ficou faltando tocar alguma música, e sabe qual foi?  A sua (ou as suas)!

Justiça seja feita aos covers, tributos são ótimos, até os grandes fazem homenagens aos seus ídolos. Já vi várias vezes o IRA! tocando London Calling, Should I Stay Or Should I Go, Foxy Lady, entre outras, por exemplo.

E uma coisa também precisa ficar clara, se você pretende tocar as suas músicas precisa torná-las públicas e não guardá-las somente nas quatro paredes da sala de ensaio e no som que vaza para os vizinhos, dependendo do seu isolamento.

A internet está aí, é uma potente ferramenta que muito privilegia a nós artistas independentes. Dê um tratamento adequado ao seu som, o máximo e melhor que puder, dentro da sua realidade. Jogue na net, divulgue nos mais diversos canais (neste caso, menos NÃO é mais), e daí confira o resultado.

Tocar as suas músicas é como andar de bicicleta sem as rodinhas, uma sensação libertadora e cada pessoa que você conquistar então será pelo seu próprio mérito, e não somente por conseguir reproduzir o solo daquela tal música ou o agudo do tal cantor.

Sempre haverá público pro seu som, seja lá qual for, ainda mais se tratando de Brasil, onde desde Calypso até Mallu Magalhães se acotovelando pelos ouvidos da galera. Basta encontrar o seu público e caprichar.

Vale a pena uma hora experimentar ser autoral! Aprecie sem moderação J.

Texto de: Rafael Pompeu, vocalista e principal compositor da banda Rockstrada @rafaelpompeu @rockstrada

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